Chiado

Antiga Barbearia do Bairro, 2017.



Perfume Chiado

No seu anterior artigo sobre "O Chiado no Chiado", José Cândido explica o conceito gerador deste perfume: um revivalismo do Chiado que vai desde as intensas discussões do grémio literário em pleno Romantismo da segunda metade do século XIX até aos devaneios de Pessoa e Bocage no Modernismo do século XX. Uma das grandes inspirações deste perfume é também a calçada portuguesa e, em particular, o padrão de rosetas no chão do Chiado.
A fragância é um Madeira Especiado que, um pouco à deriva do Boss Bottled ou do Azzaro Wanted, tem um início marcadamente floral mas que é rapidamente conquistado pelo peso e volume de uma orquestra de Notas de Fundo.

Críticas

  • José Cândido
    | Bom |
    Outubro 2017

    A narrativa do Chiado é muito interessante: começa com uma frescura um pouco diferente graças ao emprego do Manjericão em conjunto com o Gálbano; posteriormente avançamos para uma zona mais densa, com a chegada de acordes como o Tabaco, o Cedro e o Sândalo que culminam, praticamente, com a chegada do Patchoulli, esse ingrediente cheio de charme, o Vetiver e o Almíscar. É, sem dúvida, uma história de revivalismo "modernista" que se vai tornando tão rica como densa.

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